Estou devendo este post já há quase uma semana. Quero publicamente dar os meus parabéns ao Frei Anailton Brito da Paróquia São Francisco de Assis, no bairro do Pequi, pela forma imparcial de como se comportou durante estas eleições. Mesmo tendo a sua preferência de candidatos -e olha que eu sei em quem ele votou- em momento algum das suas celebrações fez qualquer menção que pudesse influenciar no voto dos fiéis para qualquer candidato, conteve-se tão somente em fazer aquilo que a CNBB recomenda: conscientizar o povo a votar em favor da vida.
É lamentável que muitos padres e até bispos chegaram até mesmo a usar o nome da CNBB em suas cartas como se ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições, atos que constrangem a nossa consciência cristã, ferem a maturidade da democracia e desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
O que me chamou a atenção em relação à imparcialidade do Frei Anailton, foi a sua atitude na véspera da eleição. Dia 02 de outubro, sábado, em frente a nossa igreja dois rapazes distribuíam “santinhos” de um candidato X com uma carta no verso do bispo de Guarulhos expressando a sua opinião pessoal sobre um determinado candidato. A carta era destinada aos fiés de sua Diocese e foi usada em todo Brasil para fazer política em nome da CNBB (assim foi atribuída por vários veículos de comunicação, Globo, Estadão, etc.) tenho a plena convicção de que não era essa a intenção do bispo (pois não cita o nome da CNBB). O que não impede de ser utilizada para reflexão por todos os fiéis da Igreja, pois se trata de todo um aprofundamento feito pelo bispo, mas usar o nome da CNBB, isso não. Os dois rapazes distribuíam os “santinhos” dizendo ser em nome do bispo, e o Frei quando soube os proibiu imediatamente, e foi mais além, usou da sua autoridade de pastor recomendando aos fiéis que desconsiderassem o material que haviam recebido.
Mas não pára por ai, quando vi os tais “santinhos” percebi que eram justamente do candidato pelo qual ele tem simpatia e diz ter votado. Naquele momento tive uma grande admiração pelo Frei, pela forma como ele defendeu a casa de Deus, lembrou-me Cristo expulsando os vendilhões do templo. A casa de Deus é a casa de Deus e ponto. A parte engraçada ou trágica disto tudo é que o título da tal carta era justamente o título deste post. “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Parabéns Frei Anailton, por saber separar as coisas, em meu nome e de muitos dos seus paroquianos que presenciaram a cena.
Paz e bem

bom jesto de cum bom pastor que guarda o templo e o respeita e a você pas e pem em nome de :renato.
ResponderExcluirobs:coloquei anônimo pos não tenho conta em nada disto.