domingo, 17 de outubro de 2010

Marina: PT acolheu melhor as propostas, PSDB foi "descuidado"

Embora tenha optado por não declarar apoio nem a José Serra (PSDB) nem a Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da campanha presidencial, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que concorreu ao Planalto pelo PV, afirmou neste domingo (17) que o PT deu mais atenção que o PSDB ao programa de governo que seu partido encaminhou para as duas legendas assim que acabou o primeiro turno.
A declaração foi feita após a reunião plenária em que foram definidas as posições de Marina e do PV para o segundo turno.

O programa - discutido por Marco Aurélio Garcia (um dos coordenadores de campanha de Dilma) e pelo senador eleito pelo PSDB Aloysio Nunes Ferreira - foi entregue aos dois partidos com a promessa de que o voto do PV seria declarado à legenda que abraçasse os 12 tópicos defendidos.
O resultado final foi que tanto PT quando PSDB aceitaram a maioria das sugestões com pequenas ressalvas. Os verdes, no entanto, reclamaram de "falta de atenção", especialmente do PSDB. Segundo Marina, o PT foi mais cuidadoso.

- Nós tivemos acolhimentos parciais nas respostas enviadas. Na proposta do PT, houve maior acolhimento, o que não significa que o sistema esteja fechado. Eu trato isso como um início de conversa.
Antes dessa afirmação, o vice-presidente da sigla, Alfredo Sirkis, já havia avaliado as respostas de tucanos e petistas. Ele foi enumerando cada um dos 12 itens e comentando a posição tomada por cada sigla.

Como as principais críticas foram reservadas ao PSDB, alguns militantes do PV chegaram a imaginar que Marina iria aderir à candidatura petista.

Sobre a reforma política, por exemplo, Sirkis afirmou que os tucanos confundiram a sugestão de voto distrital misto com a de voto distrital puro.

- Foi, no mínimo, falta de atenção.

Já sobre as propostas para segurança pública, ele afirmou "que o PT tem uma aceitação maior [que o PSDB], mas também não safisfaz completamente".

As críticas mais contundentes aos tucanos foram à sugestão do PV de vetar o Código Florestal, em discussão no Congresso.

- O PSDB respondeu o documento de forma descuidada.

De acordo com ele, o texto de resposta enviado pelo PT "representou uma certa atenção em um texto programático".

- O do PSDB era [um texto] confuso, político, que deu a impressão de ter sido feito em uma pressa extrema.
Do portal R7.com

Um comentário:

  1. Aposição de José Serra, no tocante ao Código Florestal em discussão no Congresso Nacional, foi escandalosamente eleitoreira.
    Como sempre ele tem feito em relação aos temas que se lhes apresente e que exija uma resposta incisiva,ele responde "nem contra nem a favor,
    muito pelo contrário".
    Foi o que ocorreu no tocante ao Código Florestal. Depois de tergiversar, esta palavra parece não agradá-lo, ele diz que,se por acaso fosse aprovado o Código em debate,deveria haver uma moratória de 5(cinco) anos.
    Isto é, caso ele fosse eleito, o que se admite apenas para argumentar,alguns dos dispositivos do novo código só seriam aplicáveis após o término do mandato presidencial que hoje é de 4(quatro) anos.

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